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A arte de catalisar para transformar comportamento!

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Você desiste no fracasso e não sabe que está perto do sucesso! "O exemplo de transformação da água".

Liderar a transformação comportamental é uma arte! Muitos líderes enfrentam o desafio de gerar resultado através da mudança do comportamento profissional das pessoas, e experimentam como é difícil esse processo; sentem que às vezes parece dar tudo errado, a coisa não vai, não avança, não melhora, não sai como o planejado, mesmo que façam tudo direitinho. E a situação pode se tornar crítica com aumento da pressão se o resultado esperado não acontece, apesar da energia e recurso disponibilizados. Aprenda a catalisar ou não lidere nada!

Sem realização, a equipe sente o gosto amargo do insucesso, a moral é debilitada e o desempenho cai ainda mais, dificultando a credibilidade e a motivação para novos desafios. Ao líder cabe a reflexão: aonde foi que eu errei? O problema é comigo? Por que as pessoas não cumprem o combinado? O projeto era arrojado demais? Poderia ter sido diferente se... se... se...? Como evitar que isso ocorra novamente? 

A não realização afeta muito a imagem do líder e a sua relação de confiança com a alta administração. A repetição desse ciclo destrói a organização.
Diante da percepção de um fracasso eminente, muitos líderes desistem sem saber que podiam estar bem perto do sucesso. Então, como reconhecer que o início do sucesso está presente e que o fracasso é aparente?

Para entender um pouco melhor o ambiente de transformação, vamos analisar um exemplo da natureza: a transformação da água!

Mas o que tem a ver transformação da água com transformação profissional?

Vejamos, a água se transforma na natureza entre as fases: 

​Fase ​Regime ​Calor Específico​Relação de Energia
​A ​Sólido ​Sensível ​0,48
​B​Sólido / Líquido​Latente​80,00​B= 166,67 x A
​C​Líquido​Sensível​0,99​C= 2,00 x A
​D​Líquido / Vapor​Latente​539,20​D= 1.123,33 x A
​E​Vapor​Sensível​0,48​E= 1,00 x A

Em regime sensível, para qualquer adição de calor ocorre uma adição equivalente de temperatura. Em regime latente, para qualquer adição de calor não ocorre uma adição equivalente de temperatura, até que toda a água alcance a condição de "homogênea para transformação".

Na fase sólido, o calor sensível da água é de 0,48 kcal/kg.C, ou seja, a cada aplicação de 0,48 kcal se obtém o acréscimo de um grau Celsius para um quilograma de água. Para superar a primeira fase de transformação de sólido para líquido, é preciso empregar uma energia 166,67 vezes maior que na fase sólida. Na fase líquida a água consome o dobro de energia da fase sólida. Para superar a segunda transformação de líquida para vapor, a energia necessária é 1.123,33 vezes maior que na fase sólido, ou 6,74 vezes maior que a energia aplicada na primeira transformação, ou 544,65 vezes maior que na fase líquida. Na fase vapor a energia consumida é a mesma da fase sólida.

Esse exemplo da natureza nos ensina que transformar...:
- provoca turbulência mas não exibe avanço proporcional à energia a à energia aplicada;
- consome energia muito superior à rotina, para vencer grande resistência;
- em fase diferente exige energia diferente;
- é preciso respeitar as leis e respostas naturais do meio em transformação;
- é um movimento de condição coletiva;
- é necessário para manter o equilíbrio da natureza;
- é catalisar sem interrupção até que um novo estado seja alcançado.

Na ânsia por resultado rápido, organizações viciadas em atalho se aventuram em métodos de "sublimação" como estratégia de transformação.
Na natureza, a sublimação é a passagem direta do estado sólido para o estado gasoso e vice-versa, sem passar pelo estado líquido. A sublimação ocorre em condições específicas, mas não é a regra geral do meio ambiente. Os rios, os oceanos e a humanidade agradecem. Portanto, não existe atalho que conduza à mágica da transformação, senão pela via natural.

Deixando a física, a matemática e a termodinâmica de lado, voltemos ao nosso foco: como reconhecer os sinais positivos e conduzir à transformação eficaz?

Se está havendo transformação há sinais de transformação. Ocorre que muitas vezes procuramos por sinais de avanço diferentes da característica do meio em transformação. Os sinais de transformação não são estrondosos, são tímidos e estão presentes em pequenas ações que as pessoas emitem para testar a aceitação do ambiente, pois elas se sentem inseguras ao arriscar um comportamento muito diferente do que costumavam ter. Um líder despreparado pode interpretar que não há resposta compatível à energia cedida. Para perceber esses sinais, você tem que estar no meio do processo, interagir com ele, liderar por catálise e não por gerência convencional. Estar perto da execução é algo que a maioria dos executivos considera "fora de moda", contrariando o termo da classe que representam: "e representam: "executivos". A ausência de um agente capacitado para catalisar é a principal causa de fracasso nas organizações que precisam de transformação - e hoje quem não precisa? Os líderes são escalados para o "front" sem preparo para catalisar e assim eles repetem um comportamento de quem "delarga" a responsabilidade de executar, e acreditam que "executar não é coisa para executivo".

Mas como posso me preparar melhor para o "front" da transformação?

Aprenda a catalisar ou não lidere nada. Catalisar não é "fazer por eles", mas "fazer com eles" aquilo que eles não sabem fazer e nem acreditam que seja prioridade. Todos estão muito atarefados e acabam fazendo o que sabem fazer, para manter a sensação de que são úteis à organização. Fazer o que precisa ser feito gera grande desconforto para as pessoas, simplesmente porque elas não sabem como se faz isso. Elas só fazem o novo se são cobradas pelo novo mais do que pela rotina; se a ação do líder confirma o seu discurso; se o líder dispõe sua ajuda para desbloquear dificuldade; se o líder compreende as limitações de cada pessoa, orienta e estimula de forma personalizada; se o líder cria um ambiente de confiança para tratar de acertos e erros; se o líder mantém o bom humor na adversidade; se o líder é humilde para executar. Esta é a dura fase na qual o líder paga o passivo de gestão, que fora construído ano após ano por uma legião de incompetentes. Depois desta catálise para romper a inércia, as pessoas terão que tomar uma decisão: agir por si mesmas ou se afastar definitivamente da disciplina de foco em resultado.

Além de liderar por catálise, identifique o tamanho do inimigo a ser enfrentado pela perda ou custo, combine o potencial de ganho a ser gerado, esteja perto da execução sempre, demonstre que o desconforto compensa, compreenda que na guerra ocorrem perdas, não dê bola para a torcida contra, quando tudo parecer dar errado se oriente pela bússola e esqueça um pouco o relógio.

E a transformação da água?

Fique atento, se ferver, faça um bom cafezinho!  

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