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Você cuida da saúde dos equipamentos regularmente?

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Neste artigo mencionamos um defeito detectado em transformador de tensão, onde foi possível estabelecer o momento correto para a intervenção. É um erro pensar que a inspeção termográfica deve ser realizada somente quando surgem problemas. As inspeções periódicas com intuito de detectar eventuais defeitos em fase inicial, antes que se tornem críticos, é o procedimento mais indicado. 

O intervalo entre as inspeções deve ser definido a partir da periodicidade típica de cada falha, introduzindo um número de inspeções neste intervalo capaz de indicar tendência de evolução de eventuais defeitos.

Outros parâmetros importantes também influenciam na periodicidade, como:
1. Grau de criticidade do equipamento ou processo envolvido;
2. Relevância das conseqüências por ocorrência da falha.;

3. Grau de dificuldade para obter a normalização em caso de falha. 

Caso Prático: Transformador de tensão TAG: MC-320-TF-004

 Laudo Técnico de inspeção

Durante inspeção termográfica de rotina, detectou-se um sobreaquecimento na bucha e conector de contato de um dos transformadores da unidade de produção. Este transformador alimenta toda a usina de beneficiamento, e a manutenção do mesmo só é possível com a parada de toda a unidade. Os valores obtidos através do termograma evidenciaram uma diferença de aproximadamente 70 °C, entre a fase em bom estado para a fase anormal. Após análise das condições operacionais do transformador, optou-se por acompanhamento pontual da temperatura no local do defeito.
Foto, termograma e temperaturas da inspeção:

O cliente passou a realizar o acompanhamento da temperatura pontual com o auxílio de um termômetro a laser, e o equilíbrio de corrente entre fases, até a próxima inspeção termográfica.


Laudo Técnico de inspeção​ após 3 meses


Uma nova inspeção termográfica foi realizada após três meses, confirmando que os valores de temperatura se mantiveram estáveis durante o período.
Os laudos gerados de equilíbrio de corrente entre as fases e temperatura se fizeram necessário para manter sob controle a evolução do problema. Desta forma, foi programada a intervenção para correção do defeito, organizando uma parada geral da unidade em momento oportuno.
Foto, termograma e temperaturas, antes da intervenção: 


Laudo Técnico de inspeção​ após 6 meses 

 O termograma confirma as condições normais do equipamento após intervenção:

"A falha encontrada ocorreu devido ao aquecimento na bucha de uma das fases do transformador e ao tamanho inadequado do parafuso de fixação da bucha na estrutura do transformador. O parafuso estava menor do que o necessário para aperto, com isso, houve a necessidade de substituição do parafuso de interligação da bobina do transformador com a bucha de saída.
Foi necessário também providenciar a substituição da guarnição que acabou sendo danificada pela alta temperatura, para evitar assim um vazamento de óleo. A bucha de saída entre fases foi substituída, como a bucha do neutro, para solucionar o problema e evitar o custo da aquisição de uma peça nova.  A termografia facilitou muito na identificação do defeito. Poderíamos ter grandes transtornos e custos caso não houvesse o domínio propiciado pela inspeção periódica."


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Resultados

 Através da inspeção dinâmica por análise termográfica, foi possível gerar ganhos para o cliente, como: redução drástica das conseqüências e custos caso a falha ocorresse sem previsão; redução da gravidade do dano em outras partes do sistema; prevenção contras perdas de processo decorrentes de uma parada geral inesperada, que neste caso seria em torno de 24 horas.


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