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Plano Diretor de Manutenção: Um dia, você ainda vai ter um... Que funcione!

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Um Plano Diretor de Manutenção oficializado pela alta direção e alinhado à estratégia de negócio da organização tem um potencial enorme de redução de custos para a organização. Saiba como é a estuturação dos blocos, processos e como conduzir o projeto a partir de uma auto-avaliação.

Podemos verificar isso ao analisarmos as aquisições relevantes feitas nos últimos três anos na organização, para ver o que está funcionando bem e o que não está, ou que está sendo sub-utilizado: softwares, instrumentos preditivos, melhorias em equipamentos, pacotes tecnológicos, modelos de gestão, consultorias, serviços especializados, programas de desenvolvimento, etc. Ao procurar pela aplicação destes recursos a sensação pode ser desanimadora: "não se encontram evidências de resultado prático para a organização". E um ciclo vicioso é alimentado por outras decisões sobre aquelas que não deram certo, até que algo muito grave aconteça e exponha a precariedade em que se encontra o "processo decisório na organização". Não se obtém uma manutenção de primeira classe seguindo estratégias de segunda classe.

Um bom começo de transformação é partir de um Plano Diretor de Manutenção que tenha consistência para promover o comprometimento através da auto-avaliação ("cair a ficha" das pessoas sobre a diferença entre a condição atual e a condição necessária); identificar a excelência profissional necessária (conservar, desenvolver ou contratar?); dar transparência ao passivo físico e ao passivo de gestão (promover a "libertação dos escravos": extirpar o vício da desculpa que nos atrela ao passado, para se concentrar na transformação útil); quantificar a conseqüência de cada deficiência de processo através da "torre de controle" (tomar decisões com base em perda, custo e potencial de ganho, pois nenhuma ação se inicia sem a definição tangível de resultado); construir um modelo de Gestão Produtiva Sistêmica (como base o desenvolvimento humano e pilares: operação integrada, melhoria contínua, manutenção sistêmica, PMCC- produção e manutenção centradas em confiabilidade). Um dos diferenciais que provocam grande impacto nas pessoas, para "mudar o rumo do titanic", é a forma de condução do Plano Diretor de Manutenção: abandonar o processo de gerência convencional e passar a "liderar por catálise", ou seja, a média e alta administração passam a disponibilizar pelo menos 15 minutos por dia, de sua presença física na área, para ajudar as pessoas a fazerem o que precisa ser feito e está previsto no Plano. Neste ambiente, nunca mais as pessoas terão dúvida de que os processos contidos no Plano Diretor são realmente prioridade, e de que a transformação projetada vai acontecer e veio para ficar, não se constituindo de modismo passageiro, como tantos outros planos que já foram experimentados na organização. Também pode ser muito útil a contratação de uma empresa especializada em catálise para ajudar na construção desse formato e desenvolver a cultura da disciplina de foco em resultado. 

O Plano Diretor de Manutenção Classe Mundial desenvolvido pela Engefaz é conduzido por profissionais da Engefaz, em conjunto com os líderes do cliente das áreas de manutenção, operação e apoio, os quais serão responsáveis pela execução do Plano Diretor. Para os itens relevantes são identificados: a perda, o custo e o potencial de ganho; formando assim um primeiro esboço da Torre de Controle. Feita a auto-avaliação e o levantamento do potencial de ganho dos itens relevantes, são definidas as prioridades para as "Ações do Plano Diretor de Manutenção", que devem conter: o quê, por quê, como e quando fazer; ganho envolvido; comprometidos (quem lidera, quem participa); cliente atendido; atividade planejada e executada; indicadores; auditoria e status do andamento (velocidade e qualidade).
A auto-avaliação é organizada em 5 blocos, 18 processos, e contém 134 itens (que são sub divididos de acordo com a realidade de cada cliente):

Auto avaliação do Plano Diretor de Manutenção

 O trabalho é desenvolvido de forma a estimular a percepção dos participantes quanto à condição atual da manutenção, quando comparada a uma manutenção de classe mundial. São disponibilizados aprendizados em cada etapa, para permitir a compreensão das ferramentas utilizadas como melhores práticas, tais como: liderança por catálise; estruturação do OEE (rendimento global dos equipamentos); aplicação de check list como guia para quantificar a perda ou custo da condição atual; priorização das ações por oportunidade de redução de perda ou custo; estruturação da torre de controle; alinhamento do processo decisório para com a disciplina de foco em resultado; análise de tendências e cenários das melhores práticas de manutenção; modelo de gestão produtiva sistêmica; indicadores de controle; gestão à vista. O desafio é desenvolver um alto grau de identidade das pessoas para com o Plano Diretor, promover a sinergia da equipe, desbloquear eventuais resistências, conquistar aliados para viabilizar as realizações necessárias e capilarizar o modelo em coerência com as diretrizes da organização. 

Um descritivo das melhores práticas de cada processo a ser avaliado e disponibilizado no Plano Diretor, de modo a forçar a comparação com base em referências qualificadas de Classe Mundial. Também está disponível um "check list" para servir de guia e orientar a quantificação da perda ou custo de cada processo relevante. Esse recurso é de grande importância pois desbloqueia as tradicionais resistências e preguiças, que aparecem durante a elaboração do Plano (uma posição dificilmente assumida). 

Desta forma, se define que plano na manutenção só existe um: o Plano Diretor de Manutenção, que oficializado pela alta direção defina claramente as prioridades e principais os objetivos da manutenção, alinhadas à estratégia de negócio da organização!


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